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 Bora Baêa Minha Porra!


 
Um Bom Lugar...


 Nesse jogo eu não vi gol do Bahia

 

 24/10 - DIA DE JOGO DO BAHIA

 

18:00 – Tô no trabalho adiantando o serviço para não ter problema na hora de ir embora, ate por que eu tinha trinta minutos entre meu horario de ir embora e o começo do jogo – Bahia x Barras(PI)

 

19:30 – Alô, porra! já disse que saio 20h. relaxe que sei que horas são.- Meu irmão ligando pra me lembrar o horario do jogo.

 

20:00 - Tô no ponto há 3 minutos e já consegui reclamar de tres gerações do motorista que não chegava. Primeiro Santa Monica, 0314, que apareceu pulei dentro e seja o Deus quizer.

 

20:05 – “Na 4x4 a gente zôa, wisk energetico e muita mulé boa...” Meu celular tocou. Era meu primo, que estava com meu irmão na porta da Fonte Nova me esperando e mandando eu me apressar. Como? Tomar a direção do onibus? Pegar vôo?

 

20:11 – Na bonocô, totalemnte engarrafada, sabia que chegaria atrasado mesmo assim pensava em desculpas para tranquilizar os apressados que estavam com meu ingresso na frente do portão 9. baêa minha porra!!!

 

20:15 -  “Na 4x4 agente zôa...” -  Cade você porra? Você ta onde? -  Calma, ta engarrafado mas ta fluindo (não sei pra onde?). Já estava estressado e meu baêa ia começar a dar show.

 

20:19 -  Duas velhinhas na cadeira da frente reclamavam do transito – Esse povo engarrafa tudo por causa de um jogo – xii, ó pai. A velha não entende que é jogo do Baêa. E a outra complementa – É jogo do Bahia. Pensei, não é Bahia não, é Baêêêa!!!. Enquanto isso o tempo passa e eu reclamo, pra dentro.

 

20:31- “Na 4x4 agente zôa...” -  Começou cara, você ta onde? (só o futebol na Bahia começa no horario). – respondi- Tô na frente do Posto de Gasolina, assim que eu ver a Fonte desço e vou correndo. – acho que eles ficaram mais aliviados. O povo do onibus, que não concordavam com aquele tumulto todo por causa de um jogo já me olhavam feio ao saber que eu estava indo pro jogo do Baêa. - Aproximadamente 50 mil pagantes -

 

 

 

20:39 -“Na 4x4 agente zôa...” – Interropi a chamada –

 

20:41 – “Na 4x4 agente zôa...” - Atendi abafado e antes que ele (meu irmão) perguntasse onde eu estava falei: Tô chegando, tô chegando, estou subindo as escadas do balbininho, e vocês estão onde?- No portão nove, anda logo, respondeu.

 

Nem sei mais que horas eram. Encontrei o povo, cheguei sob reclamações, e o Baêa já havia levado um gol e feito dois. A esperança de ver ao menos o gol da confirmação dos três pontos.

 

Que nada! Numa bagunça que tava a zorra da zaga abriu espaço pro Barras marcar o gol do empate. Baêa minha porra!! No final do primeiro tempo, fomos pra perto da BAMOR, só pra escutar as musicas e acompanhar os gritos de “Juiz Filho da P***”.

 

Mais da metade do segundo tempo, já estava rouco e muito injuriado. O time perdia muitas chances. E não passava ao menos um daqueles vendedores de cerveja que vive correndo da fiscalização. Acho que tava sujeira vender por ali. E a sede aumentava, ainda mais a de GOL, por enquanto nada.

 

Faltando poucos minutos para o fim, indo embora voltamos na esperança de ver um gol do Baêa, rolou uma falta perto da area, infelizmente desperdiçada. Ao som de enorme AAAAH!!!!.

 

È fui no jogo que terminou 2x2 e não vi nenhum gol do Baêa. Pois é. É a vida de torcedor, fazer o que? Quem sabe quarta-feira (31/10) que vem estarei na fonte pra ver o jogo, presenciar um gol e gritar: Baêêêa minha porra!!!.

 

 

Baêa



Escrito por Netinho às 20h31
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Osso duro de roer

 

Onde estão os direitos humanos? Cadê as boas condições para segurança publica? E o resultado dos trabalhos dos governantes? Onde está a dignidade desse povo? São tantas dúvidas que acabam por abalar a esperança de qualquer cidadão honesto. Numa aula dessas que aprendo a ser jornalista ouvi comentários, no mínimo infelizes, sobre uma matéria veiculada na quarta-feira (17/10) nos telejornais. Entendi que eram imagens da polícia atirando em supostos bandidos, no momento desarmados, no meio de uma guerra que acontece todos os dias nas favelas do Rio de Janeiro. Uns falam como se ficassem chocados e ao mesmo tempo felizes com as cenas – que bom! – outros reclamam da veiculação das imagens alegando um abuso, comparando o fato a um safári, uma caça a seres humanos. Pois é, um dia da caça outro do caçador. Diariamente essa brincadeira de policia e ladrão se inverte os ganhadores. Nunca tem um final feliz, se um dia esta atirando no outro pode está correndo, é a trágica dinâmica da vida de combates. Devemos cobrar, para que guerras como essas não sejam mais comuns e banalizadas, é grotesco o nível em que está.

 

 

Pobrezinhos. Os coitados naquele momento desamardos e em desvantagem. Só imagino o que seria dos policiais se eles estivessem empunhados de seus “brinquedinhos” (ou maquinário, como eles mesmos chamam). Básicos fuzis AR-15 e AK-47 ou uma bobagem de pistola Desert Eagle.50 e granadas de mão (todas elas perfuram e explodem “tranquilamente” os coletes utilizados pela Polícia Militar). Essas armas são autorizadas apenas para as Forças Armadas e, diga-se de passagem, estão em falta até para o Exército brasileiro. Tudo isso contra a polícia portando um revólver calibre 38 e coletes defasados. Não vejo proteção alguma para família de policiais mortos em combate. Só existem direitos humanos para bandidos? Filho de policial não sofre? O crime é mais organizado que nossa policia? Mais duvidas, Chamem Capitão Nascimento!

 

 

Muitos reclamam das imagens fortes veiculadas, dos policiais correndo atrás de bandidos e falam: “que até parece um filme de ação”. As pessoas têm que entender que vivemos no meio de uma guerra declarada entre o governo e o poder paralelo (tráfico). E essa guerra só é lembrada pela população quando um ator global é assaltado, um cantor famoso leva um tiro ou um burguês é vítima de seqüestro. Coitados, pois não entendem que isso acontece todos os dias e que a grande parte da população é pobre e sofre com a violência que mora ao lado. O pior é ver que até a parcela da população que alisou o banco do saber insiste em ser alienada e se comportar como Teletubies, “Êêê bolsa bonita!” “É hora de dar tchau!”. Sabe aquela parcela que responde ao “boa noite” do apresentador/jornalista Willian Bonner? É a mesma que sempre escuta atentamente e acreditar religiosamente em tudo que sua emissora transmite.

A hipocrisia, corrupção e a omissão da sociedade que impede a transformação desta terra sem lei em um Brasil melhor. Quando acabarmos com essa história de “jeitinho brasileiro”, que já é uma pré-aceitação da bandidagem, seremos intolerantes à corrupção e menos omissos à violência.

 

Realidade



Escrito por Netinho às 09h48
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CHARGE:

 

 



Escrito por Netinho às 00h34
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CHARGE:



Escrito por Netinho às 00h50
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CHARGE:

 



Escrito por Netinho às 19h36
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Relacionamento partidário

 

   A discussão da vez no Supremo Tribunal Federal (STF) é sobre os políticos infiéis. Então discutiremos a vida de Renan Calheiros e da jornalista? Não é nesse sentido “infidelidade” que preocupa os parlamentares e sim a partidária.

  Essa historia que mais parece uma novela mexicana ou um romance da coleção vaga-lume, onde políticos espertos utilizam de partidos de boa legenda e nome forte diante dos eleitores, para facilmente os elegerem. Logo percebendo que tem de pouca compatibilidade com seu “perfil” político, e divergência de interesses, abandonam no "altar" seus partidos que são de oposição ao governo. Apos eleição ganha, é só desfrutar dos prazeres e facilidades de ser parlamentar ao lado do governo atual.

  A pedido de alguns partidos carentes devido a um romance não correspondido. Será votado pelo STF a possibilidade de perda de mandato dos politicos infieis. Diante do abandono desses descarados o partidos DEM, PPS e PSDB  passam por uma crise conjugal por causa de um romance mal resolvido. Um caso amoroso complicado envolvendo 23 políticos e suas 55 mudanças. Alguns políticos cafajestes ou de coração bandido trocaram de partido ate 3 vezes como é o caso de os deputados Jurandy Loureiro (PSC-ES) e Takayama (PSC-PR).

  Como todo desentendimento amoroso, o tempo vai resolver, nem que os partidos coloquem outros no lugar dos fujões. Ate por que os suplentes estão na expectativa de assumir essa “responsabilidade”. Substituir um "amor" por outro é o remédio para acalmar a tormenta da infidelidade, que seja ela partidária.

Conclusão 

  Foi aprovado pelo STF (graça aos céus!) que todo politico que mudou de partido após 27 de março deste ano pode perder seu mandanto. Percebendo o enfraquecimento dos partidos diante do governo atual, os espertinho saltavam de galho em galho buscando melhores propostas e garantias de uma candidatura segura. Muitos destes saltitantes podem perder a oportunidade de candidatura nas proximas eleições (Digam amém!). E um politico um tanto peculiar esta ameaçado. O pupurinado e deputado federal pelo Partido da Republica CloDÔviu(?) Herdandez está nesta lista negra (aleluia!) e corre o risco de perder o direito de mandato. Para se livrarem desta decisão os parlamentares acusados devem provar que sairam dos seus antigos partidos devido a perseguições politicas ou que o antigo partido não segue mais o perfil proposto. agora é hora de correr junto com advogados para relembrar ameças e levantar tapetes. As mascaras vão ter que cair para não perder o mandato. vai se uma guerra de esterco numa sala cheia de ventiladores.(imagine ai?)

 



Escrito por Netinho às 11h31
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A Cidade Baixa está em baixa

 

“Na vida tudo passa, tudo passará...” assim diz a musica Tudo passará do grande cantor Nelson Ned, questionando a dinâmica obvia da trajetória de existência do ser humano e de tudo que ele cria. A cidade de Salvador tem a historia impregnada nas suas ruas e construções, ate mesmo sem querer ela mostra que fez parte da formação do que hoje é o estado da Bahia. O tempo é severo para o homem e não poderia ser diferente com as construções de sua cidade. Em Salvador temos exemplos de desgaste através do passar dos anos em cada esquina ou casarão abandonado. A cidade baixa e centro histórico da capital baiana é mais que uma simples aula de historia, quase um livro de contos infantis, dotado de toda magia e segredos que trás de muitos anos de sofrimento e gloria.

Uma rua com muitas lojas, teatros, cinemas e festas. Povoada de gente bem vestida e bem apessoada. Mulheres com chapéus luxuosos, crianças de roupas tradicionais burguesas consumindo as guloseimas vendidas nas calçadas. Assim mostram as fotos antigas da baixa dos Sapateiros rua de passado luxuoso, presente miserável e futuro incerto.

 

 

O pelourinho em bons tempos, não tão longe era uma potencia turística, hoje é espaço livre para o trafico e prostituição. Shows de bandas que marcavam a identidade da cultura baiana hoje são raridades. Ate mesmo o teatro VXIII, com seus preços populares, berço de grandes peças que impulsionaram grandes grupos teatrais e seus artistas, não funciona mais. Esse descaso por parte dos poderes públicos e empresas privadas, que não se propõe a investir na parte mais antiga da cidade. Faz com que ela padeça gradativamente. Ver toda uma economia e cultura se desfazer diante de toda a importância que essa região do centro da capital já teve. Poucas iniciativas que dão uma fagulha de esperança para um final feliz nessa historia.

O museu do ritmo, apesar de ser um empreendimento com interesse financeiro atrai um publico para freqüentar a cidade baixa. Poderia ser a injeção de ânimo que o bairro do comércio precisa para, quem sabe, começar uma cultura de festas e investimentos nessa parte da cidade tão esquecida. Sou um otimista nesse caso. E ainda verei quando a antiga cidade do São Salvador for devidamente valorizada. Como quase tudo na vida, é uma questão de tempo.

 



Escrito por Netinho às 16h38
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Visita Indigesta

 

 

 

Esse mês estreou o filme Os Simpsons, baseado no seriado animado da Fox. Como sempre as encrencas desta família estão rodeadas de muito discurso de protesto e criticas, todas corrosivas até a medula. Estou ansioso para assistir, até porque, pelo que conheço da serie posso imaginar muitas risadas nas situações vividas por esta família.

Incrível como um desenho animado pode ser tão rico e inteligente nas criticas a culturas e governos. Não perdoa nenhum, sem dó nem piedade. Começando pelo seu próprio povo. Onde criticam o modelo de vida estados-unidense e o padrão ideológico implantado como “sonho americano”. É fantástico perceber que Matt Groening conseguiu destrinchar numa família os predicados de toda uma nação. Deixando de lado o perfil da Família Watson, seriado de TV que não é da minha época, onde o pai era o sábio, os filhos exemplares sempre com muitas duvidas e por fim a mãe dona de casa prestativa.

O melhor são as viagens da família Simpsons, onde eles apontam os principais problemas e características da cultura visitada. Nenhum país quer a visita deles. Mostram também a verdadeira visão norte-americana de determinado país. Expondo sem pudor algum os seus preconceitos e julgamentos para cada povo.

Quando vão à África, mostram um mundo a ser descoberto, onde o que predomina são tribos e animais selvagens. Claro que o continente não se resume a isso, mas é a mais pura visão americanizada. Nem o primo-vizinho escapa das criticas, o Canadá é visto como um povo fresco e são constante as piadas com a guarda nacional (símbolo característico do país). O Brasil também não poderia ficar de fora da mira das brincadeiras, Um episodio onde são expostos alguns de seus inúmeros problemas. Como assaltos, animais vivos sendo comercializados, seqüestro, o carnaval tem relevância acima de tudo e o descaso com os menos favorecidos. Ate mesmo a Amazônia não é perdoada, ate porque nem deveria.

Já ouvi falar muitas coisas horríveis sobre o seriado da família Simpsons. Alegando que eles não respeitam a cultura, que são apelativos, não respeitam o país etc. Baboseira de falsos patriotas que as vezes nem sabe cantar o hino completo (olha que nem cito o hino da bandeira). Odeiam que falem mal do país, odeiam que exponham os defeitos e não fazem nada para mudar essa realidade (olhe eu indo para um discurso radical. Não, hoje não falo sobre queimar carros e invadir salas de governantes). Pena que esses não odeiem a corrupção, a impunidade muito menos a violência. Até um presidente compulsivo por privatização apoiado por algum juiz meia boca se sentem ofendidos com um desenho animado que fala (de uma pequena parcela) dos problemas que assolam a população. Eles deveriam trabalhar para programas como esses não tivessem motivos para criticar o país. Porque os Simpsons não foram para Finlândia ainda? O motivo se chama qualidade de vida. Então não reclame. “Quem não agüenta brincar, não desce pro play”.



Escrito por Netinho às 16h28
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LUTO AÉREO

 

Ontem fui dormir apreensivo e acordei esperançoso. Infelizmente tomei meu café da manhã decepcionado. Aconteceu no Brasil o assassinato de mais de 175 vidas que se resume num ato de irresponsabilidade. Matar por omissão também é crime, também é assassinato. Eu pergunto ao Brasil, a quem devemos recorrer? Empresas desinformadas que nunca sabem de nada, nunca falam nada, mas te dão mil e umas formas de pagamento?

Terra estranha onde pessoas não se importam com as outras. Afastou-se metros longe de ter parentesco é um tal de “que se dane”. Não ligam para as vitimas do acidente da empresa Gol (Vôo1907) há dez meses, não se importam pelo risco que correu os passageiros da aeronave da BRA que derrapou na pista e por pouco não causa uma tragédia. Somos um povo coitado e mudo, governado por ingênuos e cegos. Só nesses dois grandes acidentes aéreos morreram mais de 330 pessoas. Você conhece pelo menos esse numero de pessoas? Só te atingiria o problema que é do Brasil se houvesse conhecidos ou parentes entre as vitimas?

O Brasil precisa de seres-humanos no poder, precisa de gente de verdade na presidência das empresas que por algum tempo ficam com as vidas de brasileiros em suas mãos. Enquanto eles vêem números sendo transportados, há parentes esperando ansiosamente os entes queridos. Enquanto os donos de empresas dão prioridade para aumentar a área de embarque para caber mais gente e que os mesmos reclamem menos, eles ignoram uma medida de segurança que seriam as ranhuras (termo técnico: Grooving) da pista.

Diz um ditado: “Brasileiro só fecha a porta depois que é roubado”. A tragédia aconteceu uma vez e a porta não foi fechada, os problemas não foram solucionados nisso deu outro acidente e a perda de quase 180 vidas. Quantas tragédias serão necessárias para que alguém interceda pelo povo sofredor. Espero que isso não se repita. Infelizmente existe um abismo incomensurável entre o querer e a realidade.



Escrito por Netinho às 09h16
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Gulodice por violência

 

 

 

Não sei o que esta havendo com juventude do meu país. A tendência agora é machucar, bater, queimar, atirar e socar. Se você é de classe media ou alta, sempre recebeu amor e compreensão dos seus pais. Se você estudou em colégio de alto nível e alto custo, sempre curtiu as baladas mais animadas, conheces varias pessoas, a maioria delas bonitas e de nome. Não sabe o que significa a expressão “passar necessidade”. Se você segue estas características pode se enquadrar no perfil de uma nova linha de marginais.

Semana passada alguns jovens (universitários) de classe media tentaram assaltar um policial civil que saia de uma boate. O policial reagiu e recebeu um tiro nas costas resultando em sua morte. Os jovens não tinham a necessidade de roubar, não havia nenhum problema anterior com o policial (mesmo que tivesse não justificaria o crime). Sem explicações tiraram a vida de um ser humano.

 Na delegacia quando perguntam se ele tinha motivo para roubar, o autor do disparo fala o seguinte: “...eu não tinha necessidade não, foi gula mesmo”. Agora me diz se existe explicação para alguém defender um elemento como esse. No país da piada pronta, isso não tem graça. Onde jovens ricos porem sacizeiros* aumentam a estatística da violência e impunidade.

Não podemos deixar uma nova manchete apagar o crimes desses “coisas” Não podemos esquecer os jovens que mataram o índio queimado em Brasília, justificando que o confundiram com um mendigo (não justifica matar), jovens do rio agrediram domestica alegando confundi-la com uma prostituta (não justifica a agressão), os jovens (de Brasília, o que há de errado com o povo de lá?) mataram a cadeiradas o garçom em Porto Seguro. Vai entender o que motiva uma pessoa, aparentemente realizada. De onde vem tanta agressividade, só falta colocar culpa na mídia. Também não me assustaria se algum jovem soteropolitano acusado de agressão fosse defendido com argumentos, culpando os políticos. “Que ate na secretaria de Esporte e Lazer tem um boxeador” (me perdoem a piada infame) depois de ler isso, e refletir todos pensam: “é, fazer o que? Esse mundo é injusto”. Paro por aqui, pois se eu escrever tudo que deveria não iria mudar a cabeça alienada da população (ah! Como eu gostaria) e ainda sair taxado de radical ou insensato.

 

*Quem fuma crack

 

 

[DICA] Procurem a música Retrato de um Playboy de Gabriel O Pensador

 



Escrito por Netinho às 03h41
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 Querido diário

 

Hoje eu tive um dia um tanto desagradável. Primeiro sai de casa atrasado e parei no primeiro posto de gasolina que vi tentando adiantar meu lado. Logo dois quarteirões à frente meu carro começou parar como se estivesse engasgando, maldita gasolina adulterada (1). Como não desisto nunca (é sou brasileiro) e estava determinado a chega ao trabalho, ao menos na reunião às 10 horas. Peguei o primeiro ônibus que passou o mais lotado por sinal, desafiando qualquer lei da física sobre corpos ocupar os mesmo lugar no espaço. De repente dois elementos ofegantes entram gritando para que o motorista mudasse o percurso, aumenta meu desespero (2). Colocando todos em risco o ônibus se encontrava numa via muito movimentada na contramão. Numa curva sinuosa onde o motorista teve que reduzir, possibilitou que eu pulasse pela janela, ate hoje não sei como terminou aquela situação.

 Continuando ao dia estranho. Fui ate um caixa eletrônico para tirar algum dinheiro para que eu pudesse pegar um táxi. Havia um tumulto, só me dei conta que era algo serio quando tive que separar um troglodita que agredia um idoso como naqueles vídeos de Ultimate Fight (Vale-Tudo). Não sabia o motivo daquela violência toda, mas na hora imaginei coisas horríveis que aquele senhor de idade poderia ter feito ao jovem enfurecido. Ele estava incontrolável e parecia ter sido muito ofendido para agir daquela forma. Mas logo descobri que o idoso estava sendo agredido por não permitir que o jovem agressor furasse fila. Ajudei a levar o idoso agredido ao hospital e percebi quando saia que o agressor fugir numa velocidade no estilo “to nem ai”. Ninguém o deteve (3). Chegando ao hospital as coisas pioram, por causa da falta de atendimento tivemos que esperar horas, o senhor machucado teve que esperar deitado ao relento, pois nenhuma cadeira ou maca estava disponível (4)

Tentando retornar para casa, muito cansado, tive que andar alguns metros pela orla para que pudesse pegar outro ônibus. Tive que me jogar rapidamente atrás de uma lixeira para me abrigar das garrafas que vinha em minha direção. Alguns jovens passavam de carro em alta velocidade numa pequena competição de quem acertava mais vidraças dos pontos de ônibus (5) Ate chegar ao meu ponto de ônibus, contei doze pontos danificados, em pensamento, comparei como era diferente na minha adolescência a forma de se divertir.

Na ânsia de chegar em casa não parei muito para refletir aquilo. Por sorte consegui uma carona, onde fui conversando com a nobre pessoa que me resgatou daquele desespero. Fomos interrompidos por um barulho que fez o carro se balançar, o pneu estourou. Devido a um buraco na rua (que pode ser comparada a lua, cheia de crateras) foi impossível continuar (6). Após alguns minutos perdidos trocando o pneu tivemos que parar na casa da senhora que havia me dado à carona, ela me ofereceu jantar, tive que esquecer a boa educação e não rejeitei um bom prato. Elogiei a carne, perguntei se era carneiro, ela não em respondeu. Continuei a comer, pois o melhor tempero é a fome.

Pelo menos cheguei em casa são e salvo e pelo menos cheguei vivo e alimentado. Isso aconteceu há três dias, agora que saí do tratamento intensivo meus psiquiatras dizem que estou melhorando. O mais estranho é ter visto no jornal que a boa senhora de 52 anos que me deu carona estava presa, não li a matéria era algo sobre fritar as coisas do marido, pois é, deixa pra lá (7). Alguns dizem que é má sorte ou lei de Murphy, prefiro dizer que é a realidade do brasileiro.

 

 

“Por incrível que pareça todos esses casos numerados realmente aconteceram na cidade de Salvador. Só tentei criar uma "historia"(não veridica) que reunisse as situações(absurdas) que assolam os cidadãos soteopolitanos. Sobre o numero 7, se não entenderam, pesquise sobre o caso da senhora que matou o marido, cortou e fritou. Como disse Otavio Mangabeira: "Pense num absurdo que na Bahia tem precedente

 



Escrito por Netinho às 17h55
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Capital da Bahia para os baianos da capital

 

Pergunte a um turista o que é acarajé. A resposta pode ser quase uma piada. “Hambúrguer de vatapá”, “um bolinho de feijão com camarão e bastante pimenta” e ele até pode compará-lo com um quibe, com recheio de quiabo. Claro não que devemos exigir tanto dos forasteiros. A cultura baiana é digna do reduto de soteropolitanos (de nascimento ou adotados) que são esses peculiares habitantes de uma terra mágica onde uma vez por ano é abençoada por Baco, Dionísio e Exu, o orixá com temperamento festeiro. Tem uma famosa festa (na medida do possível) democrática, onde todos se divertem, chamada carnaval. Desde freqüentadores dos camarotes luxuosos observando tudo do alto, blocos fechados animados pelos trios elétricos( com muita música "páPular" brasileira) até os cordeiros que alternam o trabalho e a folia. Personagens característicos desta época, Os filhos de Ghandy, espalham a mensagem de paz pela festa e sempre fazendo sucesso com as mulheres em troca de um colar. As muquiranas, homens fantasiados de mulher (mulher maravilha, Minnie entre outras figuras) com suas pistolas de água fazem graça durante a folia. Camarote andante liderado pelo alquimista musical Carlinhos Brown. Tudo isso faz parte do carnaval da Bahia.

Alem da culinária e as festas outra coisa bastante característica dos baianos (e salvadorenses) é o sotaque e gírias. “Colé man, Cê ta falano que aquela pirigueti ta de frete com a galera toda”. Aonde? Não acredito.” ( Olá amigo, Você está dizendo que aquela garota de reputação duvidosa esta flertando com todos nossos amigos. Não mesmo. Não acredito)

Estado que ama o futebol, onde torcemos (maioria) pelo Esporte Clube Bahia, mas gritamos “Baêêa!” na hora do gol. Mesmo na 3ª divisão batemos recorde dos estádios (quase 60mil torcedores), exemplo de fidelidade.

Enfim, Salvador é tudo isso que você realmente não encontra em outros lugares do Brasil. Apesar de ser alvo de estereótipos e preconceitos é uma das capitais mais admiradas e visitadas. Como diz aquela musica de Ary Barroso: “Bahia, que não me sai do pensamento ai ai ai ...” e de ninguém que a visita.

 

Algumas frases cotidianas - GLOSSÁRIO

"Cole, meu bródi"! - Olá, amigo

"E aí pai"? - Olá, amigo

"Fala nigrinha!" - Olá, amigo

"Diga aê seu xibungo" - Olá, amigo

"Faaaala minha puta"! - Olá, amigo

"Cole miserê"! - Olá, amigo

"Diga aê disgraça"! - Olá, amigo

"Digái Negão"! - Olá, amigo (independente da cor do amigo)

"Ô véi" - Olá, amigo!

"Cole de mermo?" - Como vai você?

"Aonde"! - Não mesmo!

"Vô quexá aquela pirigueti"! - Vou paquerar aquela garota!

"Vô cume água"! - Vou beber (alcool)

"Cole de mermo a sua"! - Qual o seu problema?

"Tá me tirando de otário é"? - Está me fazendo de otário?

"Shhh... Ai, mainha" - Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.

"oxi"! - Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.

"Lá ele"! - Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.

"vô li metela disgraça" = "Vou agredí-lo"

"agora é cavalo doido" = "chegou a hora de ir embora"

"emcamimdepacatatucaminhadentro" = "Em caminho de paca o tatu caminha nela?"



Escrito por Netinho às 15h14
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RECOMENDO!!!!

 

BLOG DO TAS 

http://marcelotas.blog.uol.com.br/

BLOG DO GRAVATÁ

http://oglobo.globo.com/blogs/gravata/post.asp?cod_post=60301

FOTOLOG DE JULY

http://www.fotolog.com/meladoepanquecas

BLOG DE RAVENOUS

http://coisaalguma.wordpress.com/

CRONICAS DE LIDERICO JR. (PAI)

http://www.sitepopular.com.br/noticias/meira/toretado.htm



Escrito por Netinho às 21h01
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Como diz uma musica de Bezerra da Silva.  " Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão..."

 

Não roubarás... peça que eles dão.

 

Um dia desses assisti um vídeo no youtube.com uma matéria feita pelo jornal nacional em 1994 mostrando o bispo Edir Macedo “ensinando” a outros meliantes, ops!, integrantes da sua igreja conseguir dinheiro dos fieis. Depois de ficar assustado e revoltado pensei melhor e me conformei. Não pensem errado, isso não significa que concorde com essas atitudes. Só tentei analisar mais friamente e não me comover com a pobrezinha e inocente população.

Cada um tem a crença(e governos) que merece. Se uma pessoa é bitolada, alienada e dominada o bastante para tirar do pão de cada dia para entregar nas mãos de pessoas que se consideram representantes divinos. Provavelmente portam uma procuração de Deus para falar isto com tanta convicção. Que ela seja enganada. Se na mente da população esta fazendo o certo, continue. Não estarei debatendo se é certo ou errado dar dinheiro. O que esta errado é extorquir, amedrontanto e iludindo. Só gostaria que os seguidores se perguntassem "pra que?" e "por que?"

Pra que serviria esse dinheiro? Como será aplicado para que seja realmente voltado a boas ações. Por quê? é necessário que eu tenha que dar a quantidade que eles pedem? É necessário mesmo que eu não tenha quase nada devo dar? Será que Deus não vai entender? São questões que Edir não quer que os fieis façam. Eles não fazem, por isso ele atualmente comanda a Rede Record, a Rede Família, Rede Mulher, a Line Records, 37 estações de rádio Rede Aleluia e um parque gráfico Universal Produções. Concentra um patrimônio de mais de R$ 2bilhões de reais. Pra que tanto se quem eles admiram tanto viveu com tão pouco. Vai entender esse mundo maluco. Mundo locomotiva veloz, conduzido por interesseiros e seus cifrões. Com os vagões lotados de cegos e coitados famintos por motivos de viver.

 

VIDEO DE EDIR MACEDO

 http://www.youtube.com/watch?v=My6_faauym8

 

DEBATE: IGREJA UNIVERSAL vs REDE GLOBO

http://www.youtube.com/watch?v=4RE0KEHqN1g PARTE 1

http://www.youtube.com/watch?v=MAA1k_cCM9Y PARTE 2

http://www.youtube.com/watch?v=ApFK3tP1o4U PARTE 3

http://www.youtube.com/watch?v=M9I9rE8kz8M PARTE 4 (FINAL)

 



Escrito por Netinho às 17h46
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Errado é quem te apóia

 

Ano que vem será mais uma época de eleições municipais. Será tempo de escolher os prefeitos e vereadores. Analisar bem os perfis e procurar escolher o candidato que venha ajudar mais a sua cidade. Os mais engraçados, irreverentes, com as vestimentas mais peculiares possíveis e quem sabe até o mais bizarro será a melhor opção. Se for seguir a mesma linha dos vencedores nas eleições passadas.

Vamos repetir no próximo pleito o que foi a sensação e a moda das eleições para deputados, senadores e presidente. É só analisar bem os mais votados. Estes expressam como a população escolhe bem e pesquisa minuciosamente a vida e as propostas de cada candidato que vão representá-lo futuramente. Mesmo que seu “candidato bizarro” não tenha sido eleito (isso promove um alivio geral) procure aprender com eles e suas idéias promulgadas durante as eleições. As suas filosofias e expressões podem ser usadas na vida. Por exemplo, para quem votou em Clodovil pode adotar a filosofia “É dando que se recebe” (não voto nele jamais). Para os simpatizantes e eleitores de Ruth lemos (sanduíche-iche) “O treino leva a perfeição” você acredita-ita que ela esta falando-ando muito bem-em? Por incrível que pareça esse próximo a ser citado foi eleito como um dos mais bem votados do estado de São Paulo. Para os que votaram em Paulo Maluf aprendeu que “O dinheiro não compra a felicidade, mas quando estamos falando em um hábeas corpus e apoio político é outra historia”. Para o candidato Da Luz logo percebe que não podemos “dar as costas” aos outros e que vivemos num mundo “de cabeça para baixo” (quem viu as campanhas dele vai entender!). Mas para os eleitores que votaram em Fernando Collor só basta uma mensagem para acrescentar na vida “Errar é humano, mas repetir o erro é burrice”.

Percebemos todo tipo de gente na eleição não sabendo quem é candidato ou palhaço. Podemos aprender a classificar melhor os candidatos com um político inusitado. Seu jargão serve para todos estes “bizarros” citados (e os muitos não citados). Como dizia Osmar Lins “Peroba neles”.

 



Escrito por Netinho às 18h45
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